O CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) tem 11 dígitos e os dois últimos são o dígito verificador (DV): dois caracteres calculados a partir dos 9 primeiros. Eles existem para detectar erros de digitação e impedir a criação de números aleatórios. O algoritmo não é segredo — e você pode conferir qualquer CPF em poucos minutos.

A regra do módulo 11

O cálculo usa a mesma base dos outros documentos brasileiros:

  1. Multiplique cada dígito por um peso decrescente.
  2. Some todos os produtos.
  3. Divida a soma por 11 e guarde o resto.
  4. O dígito verificador é 11 menos o resto, com uma exceção: se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0.

Primeiro dígito verificador (DV1)

Use os 9 primeiros dígitos com pesos de 10 a 2:

Posição 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Dígito 5 2 9 9 8 2 2 4 7
Peso 10 9 8 7 6 5 4 3 2

Soma: 5×10 + 2×9 + 9×8 + 9×7 + 8×6 + 2×5 + 2×4 + 4×3 + 7×2 = 295.

295 ÷ 11 = 26, resto 9. DV1 = 11 − 9 = 2.

Segundo dígito verificador (DV2)

Agora use os 10 primeiros dígitos (os 9 originais + o DV1) com pesos de 11 a 2:

Soma: 5×11 + 2×10 + 9×9 + 9×8 + 8×7 + 2×6 + 2×5 + 4×4 + 7×3 + 2×2 = 347.

347 ÷ 11 = 31, resto 6. DV2 = 11 − 6 = 5.

O CPF completo é 529.982.247-25 — um dos exemplos canônicos usados para validar calculadoras.

Exemplo inválido

Se você alterar um único dígito, os DVs deixam de bater. Por exemplo, 529.982.240-25: com o 9º dígito alterado de 7 para 0, os dígitos verificadores calculados seriam 5 e 9, não 2 e 5 — o CPF é inválido.

A regra dos dígitos repetidos

CPFs como 111.111.111-11 ou 000.000.000-00 passam no cálculo do módulo 11 (o DV coincide), mas a Receita Federal os considera inválidos. Todo validador sério deve rejeitá-los explicitamente.

Calcule e valide seu CPF automaticamente

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Lembre-se: a validação matemática garante que o número é bem formado, não que ele existe. A situação cadastral oficial (regular, pendente ou cancelada) só pode ser confirmada na consulta da Receita Federal ou no portal meu-cpf do governo.